Setembro Amarelo: Prefeitura de Aracruz promove reflexão sobre saúde mental e valorização da vida

Publicado em: 15 de setembro de 2026
Texto: Thais Tonini Patuzzo
Imagem: Comunicação
Setembro Amarelo: Prefeitura de Aracruz promove reflexão sobre saúde mental e valorização da vida

O amarelo marca o mês de setembro e simboliza a mobilização pela valorização da vida, promoção da saúde mental e prevenção ao suicídio. Para reforçar a importância de falar sobre o tema, reconhecer sinais de sofrimento e incentivar a busca por ajuda, a Prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria de Gestão (Semge), em parceria com a Innovar, promoveu uma manhã especial dedicada à valorização da vida entre os colaboradores da Prefeitura.

A iniciativa contou com a presença do médico e pós-graduando em psiquiatria e em saúde da família e comunidade, Luan Moro, para falar aos presentes sobre o tema “Setembro Amarelo: a prevenção do suicídio e a valorização da vida”.

Quando falamos sobre suicídio, muitas vezes olhamos apenas para aquele momento de sofrimento, mas esquecemos que, antes de chegar a esse ponto, existe uma história, existem sentimentos e, muitas vezes, sinais que podem ter sido percebidos. Falar sobre saúde mental ainda é um tabu no Brasil, e precisamos mudar essa realidade. Precisamos aprender a ouvir, acolher, reconhecer os sinais e, principalmente, entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas um ato de coragem e cuidado com a própria vida”, destacou o Dr. Luan.

A representante da clínica Innovar, Jeandra Alves, destacou a importância de ter um olhar atento para outras pessoas. “Muitas vezes, as coisas estão diante dos nossos olhos e não conseguimos perceber. Podemos ter ao nosso lado uma pessoa que está enfrentando uma depressão, passando por um momento difícil, e que, ainda assim, está sorrindo para nós. Nem sempre aquilo que vemos representa o que a pessoa está sentindo por dentro. Por isso, precisamos estar atentos, ouvir mais, acolher e, principalmente, entender que falar sobre saúde mental também é uma forma de cuidar. A aceitação é um passo muito importante, porque precisamos compreender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas um ato de coragem e de cuidado”, pontuou.

Para a Subsecretaria de Gestão de Pessoas, Adriana Danielli Muniz, cuidar uns dos outros é uma grande missão e fazer isso dentro do serviço público faz parte do servir. “Este é um momento de reflexão e de entendermos que podemos fazer a diferença na vida de alguém. No ambiente de trabalho, uma simples pergunta, um olhar mais atento ou uma conversa podem ajudar muito. Falar sobre saúde mental é também pensar no próximo, acolher e estar disponível para ouvir. Pedir ajuda é um ato de coragem, e ninguém precisa enfrentar seus problemas sozinho”, destacou.

O secretário de Governo, Saulo Meirelles, trouxe para a reflexão a música “O Que É, O Que É?”, de Gonzaguinha, destacando o trecho que fala sobre a vida como “o sopro do criador numa atitude repleta de amor”. Para ele, a dor vivenciada hoje não deve definir a perspectiva sobre o amanhã. Falar sobre saúde mental é falar sobre algo que muitas vezes não conseguimos enxergar. Como seres humanos, precisamos fazer um esforço para compreender o outro e perceber que, muitas vezes, aquela pessoa está carregando um peso que não conseguimos ver. Precisamos tirar um tempo para ouvir, acolher e estar presentes. As fases difíceis passam, mas, em alguns momentos, a pessoa não consegue enxergar isso. Por isso, uma conversa, uma escuta e uma palavra de apoio podem fazer toda a diferença. A vida é muito maior do que a dor de um momento”, finalizou. 

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