Defesa Civil de Aracruz reforça orientações sobre queima controlada durante período seco
O município de Aracruz tem registrado ocorrências de incêndios florestais, especialmente neste período de estiagem em que a vegetação fica mais seca e aumenta o risco de propagação do fogo. Diante desse cenário, a Prefeitura de Aracruz, por meio da Defesa Civil Municipal, reforça a importância do cumprimento das regras relacionadas à Autorização de Queima Controlada (AQC).
A fiscalização da atividade é de responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), que estabelece restrições para a realização de queimadas em todo o Estado. A AQC é proibida entre os meses de maio e outubro de cada ano, período considerado de maior vulnerabilidade para a ocorrência de incêndios em áreas rurais e de vegetação.
Durante esse intervalo, a queima somente pode ser autorizada em situações específicas, como para o despalhamento da cana-de-açúcar e o controle de pragas e doenças agrícolas, mediante apresentação de laudo agronômico que comprove a necessidade da ação. A medida busca reduzir os riscos ambientais e garantir maior segurança durante o período de maior incidência de focos de incêndio.
“As queimadas provocam impactos que vão muito além da destruição da vegetação, causando prejuízos à fauna, à flora e ao equilíbrio ambiental. A fumaça liberada durante esses eventos contém partículas e substâncias tóxicas que comprometem a qualidade do ar e podem afetar a saúde das pessoas, tanto nas comunidades próximas quanto em áreas mais distantes. Além disso, o fogo não causa danos apenas ao meio ambiente, mas também representa riscos à qualidade de vida, ao bem-estar da população e coloca vidas em risco”, destacou Saulo Meirelles, secretário de Governo de Aracruz.
Provocar queimadas sem a devida autorização, controle ou em locais inadequados é crime e configura infração à Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais). Ao identificar uma queimada irregular, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Impactos na saúde
De acordo com informações do Ministério da Saúde, os incêndios florestais provocam impactos significativos na saúde da população, que podem ocorrer de forma imediata ou se manifestar a longo prazo, como:
Problemas respiratórios: A inalação da fumaça de incêndios florestais, que contém partículas finas (MP 2.5) e grossas (MP 10), monóxido de carbono e outros gases tóxicos, pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, exacerbando sinais e sintomas em indivíduos com asma, bronquite e outras doenças pulmonares.
Efeitos cardiovasculares: A exposição à fumaça, partículas inaláveis e gases tóxicos pode aumentar o risco de condições cardiovasculares, tais como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, especialmente em indivíduos com doenças preexistentes.
Saúde mental: O trauma de viver em áreas afetadas por incêndios florestais, combinado com a perda de lares e meios de subsistência, pode levar a problemas de saúde mental, como estresse pós-traumático, ansiedade e depressão.
Deslocamento populacional: Comunidades inteiras podem ser forçadas a evacuar suas casas, resultando em deslocamento e sobrecarga dos sistemas de saúde em áreas para onde essas populações se dirigem.
Cuidados Pessoais durante e após queimadas
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Aumente a ingestão de água e líquidos para manter as membranas respiratórias úmidas e protegidas.
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Permaneça em ambientes fechados, preferencialmente bem vedados e com conforto térmico adequado. Quando possível, busque ambientes com ar-condicionado e filtros de ar para reduzir a exposição.
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Mantenha portas e janelas fechadas durante os horários de maior concentração de poluentes no ar para minimizar a penetração da poluição externa.
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Evite atividades físicas ao ar livre durante este período do ano.
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Não consuma alimentos, bebidas ou medicamentos que tenham sido expostos a detritos de queima ou cinzas.
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Utilize, preferencialmente, máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, que podem reduzir a inalação de partículas se usadas corretamente por pessoas que precisem sair de casa. No entanto, a recomendação prioritária é permanecer em locais fechados e protegidos da fumaça.
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