Programa Agrinho: Estudantes da Emef Santa Cruz dão aula de conscientização e preservação ambiental

Publicado em: 07 de agosto de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Comunicação
Programa Agrinho: Estudantes da Emef Santa Cruz dão aula de conscientização e preservação ambiental

Programa Agrinho: Estudantes da Emef Santa Cruz dão aula de conscientização e preservação ambiental

Na tarde desta quinta-feira (6), os estudantes do 7º A  do Ensino Fundamental II da Emef Santa Cruz promoveram uma grande ação de conscientização e preservação ambiental. Em uma rua bem arborizada do distrito, que dá acesso à Fonte do Caju, e sob a coordenação do professor Juliano Pazeto, eles montaram estandes com bastante informação e ilustração sobre as três fontes de água de Santa Cruz, consideradas patrimônio histórico e cultural.

De acordo com o professor Juliano, este movimento faz parte das ações do Programa Agrinho em 2026, que acontece em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com a Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (Faes) e sindicatos rurais. Neste ano as atividades educacionais estão sendo focadas no tema “Campo e Cidade: conexões que transformam”.

“Como o foco é essa conexão do campo com a cidade, decidimos fazer um trabalho de conscientização e preservação de nossas três fontes. Com apoio dos materiais pedagógicos que nos foram oferecidos, trabalhamos em sala de aula sobre como e porque essas fontes se tornaram muito importantes para os moradores, turistas, empresas, e claro, para o nosso meio ambiente. Os estudantes fizeram trabalhos em campo, entrevistando pessoas que habitam as proximidades das fontes para levantar informações e conhecer mais a fundo suas histórias. Eles foram às fontes para realizarem a limpeza, além de fixarem placas nas árvores com dizeres que fomentam a preservação, e disponibilizarem sementes de várias espécies de plantas, que ficam em papéis recicláveis e amarradas em barbantes em galhos”, explicou.

Com cartazes bem ilustrativos e informativos, cada aluno explicava a quem passava pelo local as características de cada fonte, detalhando os principais pontos. A Fonte do Chafariz representa parte da memória da comunidade e está ligada ao desenvolvimento histórico do antigo distrito, considerada um símbolo de força, e é citada entre os principais atrativos turísticos junto com a Fonte do Caju, sendo que as duas foram restauradas em 2021.

A Fonte do Caju, uma das mais conhecidas, também faz parte da história da comunidade local, sendo adquirida pela municipalidade na década de 1970 para que os moradores pudessem usá-la livremente. Ela é considerada um espaço de convivência e encontro dos moradores, por isso preservá-la é garantir qualidade de vida para as futuras gerações

Já a Fonte de Itaparica é muita usada pela comunidade local, sendo sua água considerada símbolo de vida e tradição. “Podemos afirmar que as três têm uma grande importância para os moradores, pois fortalecem o sentimento de pertencimento, para os turistas, com sua beleza e tradição atraindo pessoas de diversas regiões do estado e do Brasil, para as empresas e empreendimentos, com sua conservação movimentando a economia com a ocupação de hotéis e pousadas, e para o meio ambiente, alimentando o ciclo natural da água, mantendo a biodiversidade e proteção da natureza, além de abrigar muitas espécies de animais silvestres e aves”, explicou Karla Sangali Aurich, coordenadora do Agrinho no município.

Bem entusiasmados, os estudantes explicaram o passo a passo de como preservar as fontes, a vegetação ao redor, como evitar o desperdício de água, fomentando o respeito e cuidado, não lavando roupas e veículos para não contaminar o solo. Com cada explicação dada, os moradores aprenderam sobre a importância das nascentes para as cidades e para a vida com o abastecimento de água, a qualidade de vida, a produção de alimentos, o bem-estar da natureza e prevenção de problemas.

 
 
 
 

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