7ª Formação do PSE em 2026 enfatiza os benefícios da atividade física e da saúde mental

Publicado em: 26 de agosto de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Divulgação/Semed
7ª Formação do PSE em 2026 enfatiza os benefícios da atividade física e da saúde mental

O Auditório do Complexo de Saúde de Aracruz (CSA), bairro Jequitibá, recebeu na manhã desta terça-feira (25), a 7ª Formação do Programa Saúde na Escola (PSE). O evento, destinado a profissionais de escolas, das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Conselho Tutelar, Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e equipe PAS, enfatizou a importância e os benefícios de se trabalhar a atividade física e a saúde mental. As palestras foram conduzidas pela Educadora Física Leysle Santos e pelos psicólogos Pedro Henrique Badaró Nascimento e Thaís Batista.

Leysle Santos iniciou seu momento pedindos que o público presente ficasse de pé para participar de um alongamento, trabalhando a respiração. Depois, ela pediu que, em duplas, as pessoas repetissem seu movimentos, dinâmicas essas que tiveram o objetivo de promover maior bem-estar e interação entre todos, sendo que sua palestra teve como foco a atividade física, a saúde mental e o papel do profissional de Educação Física na Atenção Primária à Saúde.

Segundo ela, o Educador Físico foi incluído entre as categorias dos profissionais de saúde em 1997, por meio da Resolução Nº 218. Do mesmo modo, foi apresentado todo o marco histórico desta profissão, passando pela sua aprovação da Primeira Política Nacional de Promoção de Saúde, em 2006, até o lançamento do Programa Academia e Saúde, ampliando espaços públicos para a prática orientada de exercícios físicos, em 2011. “Essa semana participei de um congresso de educação física que tratou exatamente disso, de nossa inserção na área da saúde. Hoje, 67% de nossa população depende do SUS, e com relação ao papel do educador físico na área do SUS, somente 192 profissionais atuam no Espírito Santo, o que é muito pouco, levando em consideração a quantidade de UBS e hospitais que podemos atuar”, chamou a atenção.

A Educadora Física apresentou ainda seu trabalho desenvolvido com idosos, estimulando-os com caminhadas e atividades na Praça da Paz. Sobre os benefícios da relação entre saúde mental e atividade física, ela mostrou que essa prática tem impacto químico no cérebro, fortalecimento psicológico direto e ganhos na rotina e cognição. “Quando falamos em saúde, estamos falando apenas de ausência de doença? Saúde mental também é viver, conviver, participar, ter autonomia e sentir-se pertencente, porque pertencer também é cuidar. Saúde não é apenas a ausência de doença. É a presença de vínculos, de participação, de sentido e de comunidade”, completou.

Primeiros Socorros Psicológicos
A psicóloga Thaís Batista tratou dos Primeiros Socorros Psicológicos, o que, segundo ela, são princípios e estratégias para um acolhimento humanizado em situações de sofrimento psíquico. “Temos que entender isso como um conjunto de ações de acolhimento, escuta e apoio inicial prestados a uma pessoa que esteja passando por algum sofrimento emocional após uma situação estressante ou traumática”, explicou.

Thaís mostrou que essas ações podem promover na pessoa uma sensação de segurança e proteção, o que reduz o sofrimento emocional imediato, atende as necessidades práticas urgentes para fortalecer estratégias de enfrentamento, estimula a conexão com a rede de apoio e identifica situações que necessitam de encaminhamento especializado.

Para trabalhar isso, entram em ação três elementos primordiais, que são: observar; escutar e conectar. “Quando observamos a pessoa, estamos falando de qual seu estado geral, do risco à segurança, das necessidades imediatas, do ambiente considerado mais adequado para a escuta e como devemos abordá-la sem constrangê-la. O escutar é promover uma escuta respeitosa, acolhedora e sem julgamentos, oferecendo presença, sem investigação, deixando-a ciente de que você está disponível, o que é mais importante do que entender a situação. Já o conectar ajuda a pessoa a acessar recursos que favoreçam a recuperação, seja com familiares, professor de referência, amigos de confiança, entre outros”, detalhou.

O público também conheceu o passo a passo dos primeiros socorros psicológicos na escola, como garantir a segurança, aproximar-se de forma acolhedora, escutar sem julgamentos e validar emoções. Finalizando, foi feita uma dinâmica para discutir, com base em casos concretos, quais os fatores de risco e proteção existem diante das diversas problemáticas que podem aparecer dentro da escola.

Brincando de saúde mental na Educação Infantil
O psicólogo Pedro Henrique Badaró Nascimento finalizou as ações do dia com um relato de caso e de como seu trabalho à frente de crianças tem trazido resultados positivos, por meio de um planejamento específico para as demandas dos grupos, sendo que cada aluno que esteja passando por algum sofrimento psíquico leve ou questões comportamentais, é selecionado com base na observação da escola e na lista de espera. “Minha principal ferramenta no cuidado é o espaço que permite o brincar livre, sendo que é por meio do brincar que a criança expressa suas emoções, consegue ser escutada em sua singularidade, cria vínculos e vida social, além de desenvolver a capacidade de resolução de conflitos e desafios, ela constrói novas relações consigo e com o outro, o que dá sentido às suas relações e experiências fortalece habilidades cognitivas e psicomotoras”, disse.

Por fim, o psicólogo mostrou que para pensar a saúde mental infantil é necessário olhar para o que sustenta a criança enquanto sujeito, família e escola.  

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