Palestra sobre o uso da I.A como ferramenta na Educação 4.0 otimiza a prática docente e prepara estudantes para as demandas tecnológicas do mercado de trabalho
A Prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria de Educação (Semed), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Espírito Santo (Senac-ES), promoveu na noite desta terça-feira (12), no Auditório do Polo UAB, Centro, uma palestra sobre o uso da Inteligência Artificial como ferramenta na Educação 4.0. O momento foi mediado pelo autor do livro ‘Inteligência Artificial para Negócios’ e fundador do ‘Decorando AI’, Patrick Bonometti.
A coordenadora do Polo, Raldineia Marim Sarmenghi, deu as boas vindas aos presentes e agradeceu a parceria com o Senac, o que, segundo ela, tem promovido importantes momentos de aprendizado. “Gostaria muito de agradecer ao Senac, um grande parceiro, que nos permite, cada vez mais, estarmos dialogando, aprendendo e conhecendo os movimentos e temáticas novas. Essa contribuição com profissionais e com pessoas nos proporciona momentos de crescimento como este. Que todos possam aproveitar muito essa palestra”, disse.
A palestra foi destinada a alunos de pedagogia do Polo, professores e profissionais da educação, que tiveram uma grande oportunidade de conhecer mais a fundo essa ferramenta inovadora. “Um dos objetivos da IA é fazer com que possamos economizar tempo com algumas tarefas que são repetitivas, e usar esse tempo com coisas que só o humano possa fazer, como olhar nos olhos dos alunos, conversar e sentir a outra pessoa. Se a IA consegue economizar uma hora por semana de seu trabalho, no ano você terá 52 horas para utilizar com outras coisas”, disse Patrick no início de sua apresentação.
Sua palestra foi focada em mostrar como a IA vai transformar a educação de uma forma nunca antes imaginada, personalizando o aprendizado, otimizando a prática docente e preparando os estudantes para as demandas tecnológicas do mercado de trabalho. “Um dos pontos chaves do aprendizado é o chamado ‘feedback’, que é o retorno, e se temos um rápido feedback, que nos mostra se estamos errando ou acertando, conseguimos alavancar nosso nível de aprendizado e de prática”, explicou.
Com relação às escolas, segundo Patrick, a IA pode auxiliar os alunos, fazendo com que a comunicação seja mais alinhada em qualquer vertente, seja com os professores e demais funcionários, por meio de análises quantitativas. Ele deixou claro que a IA é uma tecnologia que surgiu para potencializar, e não substituir, ou seja, trata-se de uma parceria, e não de uma concorrência, com o professor continuando insubstituível.
Educação 4.0
Patrick ensinou que a Educação 4.0 é aquela personalizada, ou seja, uma aprendizagem que ocorre de forma com que o aluno seja colocado como um protagonista de sua própria aprendizagem, tendo como foco o ‘aprender fazendo’, cada um no seu ritmo e com conteúdo adaptado, fazendo uso de ferramentas de IA. Esse conceito surgiu na quarta revolução industrial, com as automações nas indústrias, que posteriormente foram conectadas pela internet. “O crescimento da IA não é linear, e sim um gráfico crescente, e com a educação não é diferente, que já conta com equipamentos de última geração, cuja ideia é oferecer facilidades”, destacou.
Um outro tópico importante que foi abordado são os problemas enfrentados no cotidiano da educação, como o grande tempo usado no planejamento das aulas, na criação de materiais e avaliações, o que é considerado exaustivo, assim como o retorno individual, quando isto é feito com mais de 30 estudantes, e por isso considerado inviável. Manter o engajamento em sala também é cada vez mais difícil.
Aos presentes também foram apresentados exemplos de ferramentas IA e seus usos, como o ChatGPT e Claude usados na criação de textos, imagens e vídeos e códigos e análise de documentos. “Nossa ideia é fazer com que as pessoas possam usar a IA como um copiloto, e não como algo que entregará tudo pronto. Devemos enviar algo para ela, como um contexto e nosso conhecimento, para que possamos ter um retorno mais estruturado, que pode ser revisado, tendo assim, um trabalho colaborativo”, completou.
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