Lei Lucas ganha destaque na 4ª Formação do Programa Saúde na Escola
A Prefeitura de Aracruz, por meio das secretarias de Desenvolvimento Social (Semds), de Educação (Semed) e de Saúde (Semsa), realizou na manhã desta terça-feira (26), no auditório do Ifes, a 4ª Formação do Programa Saúde na Escola. O evento, destinado a representantes das Unidades de Saúde, Conselho Tutelar, Centro de Referência da Assistência Social (Cras), equipe PAS (Psicólogos e Assistentes Sociais) e diretores escolares, teve como tema central a Lei Lucas, uma legislação criada em 2018 que estabelece a obrigatoriedade da capacitação em noções de primeiros socorros para profissionais de instituições de ensino públicas e privadas da Educação Básica, bem como espaços de recreação infantil.
Essa lei foi criada em homenagem a Lucas Begalli, um menino de dez anos que faleceu em 2017 após engasgar com um lanche durante um passeio escolar, uma tragédia que poderia ter sido evitada com o atendimento correto. Na ocasião, o encontro foi ministrado pela capitã do Corpo de Bombeiros, Carla Andresa, que é gerente de Integração Comunitária e Institucional da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social- Sesp.
Ela iniciou sua palestra chamando a atenção da plateia sobre o fato do Brasil não possuir uma cultura de prevenção, e que isso contribui e muito para que acidentes que poderiam ser facilmente evitados, ocorram. “Vivemos em um país que não é preocupado com prevenção. Isto não está em nossa cultura. Se a gente visitar países de primeiro mundo, como o Japão e nos Estados Unidos, uma criança saberá desengasgar uma outra criança, fazer as compressões cardíacas se alguém parar de respirar na frente dela, além de saber as diferenças dos extintores e como se portar diante de um incêndio. Isto tudo já está na base deles. E como aqui no Brasil não existe isso, achamos que nada acontecerá com a gente e não nos preocupamos com as coisas”, ressaltou.
A capitã deixou claro que as pessoas não podem trabalhar sozinhas, inclusive na parte de primeiros socorros, para quem estiver à frente do incidente poder agir corretamente, pois são esses atendimentos que podem garantir se uma pessoa sobreviverá ou não. “É o primeiro atendimento que será primordial para uma pessoa sobreviver, até a chegada de um socorro especializado”, afirmou.
E como forma de exemplificar, foi perguntado o que vem na cabeça de cada um quando se fala na palavra ‘primeiros socorros’. Várias foram as percepções, como reanimação, afogamento, desengasgar, estabilização da vítima, manter as vias aéreas, dentre outras. “Será que fazer os primeiros socorros eu precisaria de um kit completo? Os primeiros socorros eu faço com que tenho na cena para poder ajudar a vítima, conversar com ela pra deixá-la mais calma e perceber se ela está consciente, o que deixa mais fácil o monitoramento”, explicou
Carla também mostrou as habilidades do socorrista, quando e como o acidente ocorre em função de uma desatenção, quando acionar o Samu (192) e os bombeiros (193), a avaliação da cena, as diferenças entre convulsão e desmaios, os tipos de hemorragia, como se proceder diante de um infarto, de um engasgo em bebês, crianças e adultos, de desmaios e da perda da consciência, além de como realizar a reanimação em diferentes idades, os sinais de um AVC, dentre outros conceitos. Os presentes também tiveram a oportunidade de tirarem suas dúvidas e participarem de simulações.
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