Formação sobre Salas Sensoriais fortalece a Educação Inclusiva na Rede Municipal de Ensino
O Setor de Educação Especial Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semed) promoveu nesta quarta-feira (6), na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Placidino Passos, bairro Polivalente, uma formação sobre as Salas Sensoriais destinadas aos profissionais que atuam em escolas que já contam com esse recurso, como a própria Placidino, além das Emef´s Samoel Costa, Álvaro Souza, Zilca Nunes Vieira Bermudes, Marechal Costa e Silva e do Cmei Cinderela.
A ação foi mediada pelas técnicas pedagógicas Jesiane Pandolfi e Andresa Pandolfi com o intuito de fortalecer a Educação Inclusiva na Rede Municipal de Ensino. O encontro trouxe orientações aos professores, equipes gestoras e demais profissionais sobre a função pedagógica desses espaços, os cuidados necessários para sua utilização e a importância do acompanhamento adequado aos estudantes da educação especial.
“Temos que fortalecer esse compromisso com as práticas inclusivas de qualidade, acolhedoras e que estejam alinhadas às singularidades de cada estudante. É papel e compromisso da gestão municipal garantir suporte aos nossos educadores, ampliando as possibilidades de aprendizagem, participação e o desenvolvimento educacional de todos”, afirmou Andresa.
A formação trabalhou com o ‘Guia de Operação – Sala de Regulação Sensorial’, ensinando que a sala é considerada um ambiente focado na redução da sobrecarga cognitiva. Organizada dentro da escola, com menos estímulos, ela é um local onde o estudante pode fazer uma pausa ao apresentar dificuldade de concentração, ansiedade ou reações intensas. Trata-se de um recurso de apoio e educativo, não um espaço clínico, ajudando a acalmar e preparando o estudante para o retorno seguro às atividades pedagógicas.
“Trabalhamos para orientar o uso adequado desse espaço, destacando o seu grande potencial educativo. A sala sensorial é um ambiente de breve transição e de descompressão assistida que promove a autorregulação e o bem-estar do aluno. Dessa forma, desmistificamos a ideia de que seja um local para medidas disciplinares, de permanência prolongada ou apenas uma área de lazer, garantindo que ela funcione como um apoio direto e complementar ao que é trabalhado nas aulas regulares”, explicou Jesiane Pandolfi.
Sinais de Alerta e Protocolos
Os professores também aprenderam sobre os sinais de alerta que indicam a necessidade de encaminhamento. Esses momentos ocorrem quando surgem comportamentos relacionados à tensão e à sobrecarga emocional, como agitação intensa, irritabilidade, choro persistente ou a recusa repentina de realizar as atividades. Tais atitudes estão muitas vezes ligadas à sobrecarga sensorial e ambiental, como a dificuldade intensa e repentina de concentração e a sensibilidade excessiva a barulhos, gerando a necessidade física de o estudante se isolar.
Para conduzir a situação da melhor forma, o professor deve realizar o chamado primeiro nível de acolhimento na sala de aula, funcionando como uma observação sensível e inicial. A orientação é dirigir-se ao aluno com calma, reduzir os estímulos, oferecer uma pausa e reorganizar a atividade. Caso o estudante não consiga se autorregular com essas estratégias, ele deve então ser encaminhado à sala sensorial.
A arquitetura do ambiente
As salas devem possuir iluminação suave, silêncio predominante, poucas cores nas paredes e ser um espaço limpo e organizado. “Mostramos aos profissionais que eles devem trabalhar com materiais e ferramentas que promovam conforto, como almofadas e colchonetes, além de objetos focados no toque e em texturas variadas, fones abafadores, balanços, cadeirinhas e materiais como papel e lápis disponíveis para desenho”, explicou Jesiane.
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