Encontro formativo PNERQ e Erer enriquece o alinhamento e a troca de experiências entre diferentes atores da educação
A Prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria de Educação (Semed), participou nesta terça-feira (5), em Linhares, do encontro formativo sobre a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ) e Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer). O evento, destinado a diferentes profissionais da área dos municípios da Superintendência Regional (SRE), teve como foco o alinhamento, a troca de experiências e o fortalecimento de práticas pedagógicas.
O município esteve representado pela secretária Jenilza Spinassé (Semed), pela técnica pedagógica Daniela Reis de Jesus Rossoni e pela coordenadora do Ciclo de Gestão, Clarissa Soprani, que levarão seus conhecimentos e aprendizados para sejam replicados nas escolas da Rede Municipal de Ensino as práticas antirracistas, o que ajudará a superar desigualdades educacionais e valorizar a cultura afro-brasileira e quilombola. “Essa capacitação foi muito didática e ilustrativa. Tivemos acesso a vários conteúdos, como artes, que nos mostraram, por exemplo, como o racismo é institucional, ou seja, como os brancos ocupam, em grande maioria, lugares de destaques em cargos de liderança”, disse Daniela Reis.
Ainda de acordo com a técnica pedagógica, um dos pontos mais importantes trabalhados no encontro formativo, foi quando se mostrou como o racismo afeta o desempenho do aluno. “Aprendemos que o racismo está além de uma ofensa, porque ele cria uma barreira que impede o aluno de aprender e prosseguir, pois isto o deixa com a autoestima abalada, levando-o ao silenciamento, à falta de concentração, ao sofrimento emocional, e consequentemente às faltas e à evasão”, destacou.
Para a secretária Jenilza Spinassé, trabalhar essas questões nas escolas da Rede Municipal de Ensino, será de extrema importância, levando em consideração a diversidade étnico cultural de Aracruz. “Somos um município marcado pela sua rica diversidade étnico cultural, com indígenas, negros e descendentes de europeus. Por isso, quanto mais cedo trabalharmos essas questões em nossas escolas, mostraremos como o racismo afeta diretamente o desempenho desses estudantes, que com o sofrimento têm queda de rendimento, menos aprendizagem, notas baixas, e consequentemente, impactos no futuro”, ressaltou.
Aos profissionais também foram apresentados exemplos de como elaborar e trabalhar a identidade visual e estética da escola, com pinturas nos muros remetendo à importância de se chamar a atenção para a diversidade e inclusão, além do que fazer quando o assunto é a promoção de ações de combate ao racismo, como trabalhar ações pontuais ou sazonais restrita ao mês da consciência negra e abril indígena, elaborar atividades sem intencionalidades tratadas como obrigatoriedade burocrática, e o que não fazer, como abordar a história negra ou indígena descontextualizada ou superficial, reproduzindo padrões de ensino excludentes e homogêneos, deixar somente com os professores as responsabilidades, sem articular com a gestão ou outros setores da escola.
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